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Presidente do CRBio-06 participa de Evento Preparatório para o 8º Fórum Mundial da Água

Nesta quarta-feira (10), ocorreu a abertura do segundo Preparatório do Sistema Confea/Crea e Mútua para o Fórum Mundial da Água. O evento, que segue até sexta-feira, reúne no Tropical Manaus Resort pesquisadores, especialistas em recursos hídricos, profissionais da área tecnológica, gestores públicos e estudantes dedicados a debater o manejo sustentável dos recursos hídricos da região que abriga a maior bacia hidrográfica do mundo. A Presidente do Conselho Regional de Biologia – 6ª Região, Alcione Ribeiro Azevedo, esteve presente no encontro.


Diante de lideranças do Sistema e entidades e autoridades locais presentes na cerimônia de abertura, o presidente do Confea, eng. civ. José Tadeu da Silva, defendeu os recursos hídricos brasileiros como um dos maiores patrimônios nacionais. "Estamos na região mais importante do nosso país, que é a região Amazônica. Nós, brasileiros, temos orgulho dessa localidade, que é a mais rica do mundo. A água será motivo de grande disputa no futuro e esse é um patrimônio do qual não podemos abrir mão", pontuou.


Ao lembrar que, embora a riqueza hídrica do Brasil seja expressiva, o presidente do Confea enfatizou que a escassez também é uma realidade. "A engenharia e a agronomia têm responsabilidade direta nisso, garantindo fornecimento de água potável e com qualidade à população". Para apontar possíveis soluções nesse sentido é que os preparatórios realizados pelo Sistema vêm acontecendo, como explicou José Tadeu. "Essa agenda é uma parceria entre Confea e Creas para alavancar debates e provocar profissionais, população e empresas a discutirem a relevância da água para o Brasil e também para reconhecerem a importância do Brasil dentro do 8º Fórum. "Estamos nos preparando e qualificando para chegar ao mundial e participarmos de um debate de alto nível. A engenharia precisa dar uma resposta ao mundo no sentido de levar soluções para a questão da água", concluiu.


Já o presidente do Crea-AM, eng. civ. Cláudio Guenka, disse estar honrado por recepcionar o preparatório na região Norte, que faz do Brasil um local privilegiado por abrigar 12% das reservas mundiais de água doce. Para ele, a agenda de Manaus é uma oportunidade para os profissionais direcionarem sua responsabilidade técnica para discussões que garantam o manejo sustentável da água. "Isso requer a atuação de todos, do governo, entidades, empresas e da população no planejamento dos recursos hídricos. Nossa expectativa é de que possamos refletir neste preparatório a importância da água e mostrar que a engenharia e a agronomia podem contribuir para o futuro das nossas gerações", afirmou.


Também participaram da cerimônia de abertura o vice-presidente do Confea, eng. agr. Daniel Salati, o conselheiro federal representante do Estado, eng. mec. Afonso Bernardes, o presidente da União Panamericana de Associações de Engenheiros (Upadi), eng. civ. Edemar Amorim, e o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antônio Nelson.


CONFERÊNCIA
A abertura foi marcada pela temática "Impacto das Mudanças Climáticas nos Recursos Hídricos das Amazônias (brasileira e internacional)", ministrada pelo especialista em Amazônia, mudanças climáticas, manejo florestal e superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana.


Na oportunidade, Viana (foto) destacou que o Amazonas não poderia ficar de fora de um dos eventos preparatórios do 8° Fórum Mundial da Água, tendo em vista seu potencial hídrico, contudo ainda precisa fazer o dever de casa. "Sediar esse evento na nossa região é uma grande honra, mas precisamos ter um pensamento mais crítico. Não estamos cuidando do nosso patrimônio natural, não estamos cuidando das nossas águas. Temos como exemplo o rio Tietê e a baía de Guanabara e não podemos deixar acontecer o mesmo com os rios da nossa região", disse.


Viana apontou ainda três desafios que se forem cumpridos, podem ser essenciais para o futuro do meio ambiente: metas de AICHI relacionas a biodiversidade, acordo de Paris e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao finalizar sua participação, o especialista falou dos extremos existentes na Amazônia. "Em 2014 tivemos uma cheia histórica no rio Madeira que bateu 2 metros e afetou 100% dos moradores ribeirinhos. Do outro lado da equação temos os índices de queimadas e poluição do ar e ainda o desmatamento. Estamos em uma região cheia de água e ainda temos muitas regiões na Amazônia profunda com problemas de acesso a água. As engenharias precisam ser mais sofisticadas e sair do convencional, precisam ser vetores para um processo de desenvolvimento mais sustentável", finalizou.


AGENDA DE DEBATES
Até sexta-feira os participantes do preparatório vão debater temas como "Recursos Hídricos – De direitos fundamentais a commodities"; "Gestão de Recursos Hídricos Transfronteiriços"; "Métodos Geofísicos aplicados à Hidroecologia e Gestão de Águas Subterrâneas". No último dia, haverá a mesa-redonda sobre "O Desafio para a Garantia de Acesso à Água de Qualidade" e logo em seguida, a palestra final será sobre o 8° Fórum Mundial, com representante da Agência Nacional de Águas (ANA).


Autoras: Julianna Curado e Laila Moraes
Com informações e imagens da Equipe de Comunicação do Confea e do Crea-RO.