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Ecoporé é eleita para integrar o comitê do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa)

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Ecoporé é eleita para integrar o comitê do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa)

A Ação Ecológica Guaporé – ECOPORÉ, fundada em 1988 no estado de Rondônia, é uma das instituições eleitas para compor o Comitê do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia, o Arpa, preenchendo uma das vagas das organizações ambientalistas, com poder de voto.
O Programa Arpa foi lançado em 2002 e é considerado, hoje, um dos mais importantes na conservação de florestas tropicais em todo o mundo, ligado à temática das Unidades de Conservação (UCs) no Brasil. O programa pretende expandir e fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) na Amazônia, proteger 60 milhões de hectares, assegurar recursos financeiros para a gestão destas áreas, a curto e longo prazos, e promover o desenvolvimento sustentável da região.
É um programa do Governo Federal, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), gerenciado financeiramente pelo FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e financiado com recursos do Global Environment Facility (GEF) – por meio do Banco Mundial -, do Governo da Alemanha – por meio do Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfW) – da Rede WWF – por meio do WWF-Brasil e do Fundo Amazônia, por meio do BNDES.
No Comitê são tomadas as decisões do Programa Arpa, um órgão colegiado, paritário, no qual Governo e sociedade civil definem estratégias e prioridades, dirigindo e supervisionando a sua execução. O Comitê reúne representantes do MMA, do Ibama, dos Governos Estaduais e Municipais da Amazônia, de organizações ambientalistas e sociais da Amazônia, do Funbio e dos doadores privados, representados pelo WWF-Brasil.
De acordo com o biólogo da Ecoporé, Paulo Bonavigo (foto), os principais desafios para as UCs da Amazônia estão vinculados à gestão das unidades, principalmente quando se trata da proteção destas. A crescente demanda por terras para serem utilizadas, principalmente para a pecuária e agricultura de grande porte, levam às pressões de espaços ainda conservados. “Geralmente, inicia-se com a exploração florestal ilegal e posteriormente invasões com loteamentos destas áreas. A caça e pesca ilegal também são fatores de pressão. Somente a gestão efetiva destas áreas é que pode frear estas pressões, geralmente com as comunidades do interior e do entorno participando das discussões e tomadas de decisões importantes”, destaca.
O biólogo destaca ainda que, um dos fatores que afetam diretamente na gestão das UCs é a falta de recursos, tanto financeiros quanto humanos. “O Programa ARPA entra como uma fonte externa de recursos financeiros aportados para auxiliar na gestão destas unidades, que são inscritas pelos órgãos gestores e escolhidas a partir da disponibilidade de recursos e representatividade ambiental e social no bioma Amazônia”. Estes recursos são solicitados a partir de um planejamento bianual que, após aprovado, é utilizado diretamente pelos gestores, complementando os recursos orçamentários das unidades, auxiliando na gestão da UC. “É uma iniciativa que se mostra fundamental na gestão das Unidades de Conservação da Amazônia, preenchendo uma parte das necessidades destas”, salienta.
A terceira fase do Programa Arpa tem como meta consolidar 60 milhões de hectares de Unidades de Conservação no bioma Amazônia, até 2020.

A Ação Ecológica Guaporé – Ecoporé está situada a Rua Rafael Vaz Silva, 3335 – Liberdade, CEP: 76803-847, Porto Velho – Rondônia. Contatos: Tel. 3224 7870 e ecopore@ecopore.org.br.



Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Ecoporé